Os excurcionistas do Arquivo Nacional de Angola (ANA), dirigidos pelo seu Director Geral, Doutor Justino da Glória Ramos, realizaram uma visita ao histórico município de Massangano, província do Cuanza Norte, nos dias 12 e 13 de Junho de 2026, como parte do encerramento das Jornadas Comemorativas do Dia Internacional dos Arquivos.
Esta actividade foi projectada como uma excursão científica e visita de estudo para valorizar os arquivos e os monumentos como patrimónios vivos da identidade e da resistência nacional, integrou técnicos, historiadores e investigadores.
Os excursionistas exploraram pontos emblemáticos ligados à formação histórica angolana e ao tráfico transatlântico de escravos e teve como objectivo o contacto direito com importantes marcos da memória colectiva nacional.
O roteiro de estudo e excursão incluiu os seguintes marcos de grande relevância:
* FORTALEÇA DE MASSANGANO: Foi o ponto central da excursão científica. Esta fortificação militar do século XVI serviu como base para a expansão colonial portuguesa e também como capital provisória da colónia entre 1641 e 1648, período em que Luanda esteve ocupada pelos holandeses. O espaço preserva ruínas das antigas muralhas e das celas que outrora albergaram prisioneiros políticos e figuras históricas da resistência.
* AS RUÍNAS COLONIAIS: Estruturas antigas que testemunharam o passado e a forte carga histórica do território.
* PRAÇA DOS ESCRAVOS: Espaço com forte carga histórica e cultural sobre o período colonial.
* ANTIGA CASA DA RECLUSÃO: Estrutura que integrou a vivência histórica da antiga capital de Angola.
* O TÚMULO DE PAULO DIAS DE NOVAIS: Um dos principais monumentos da região, que marca a sepultura do navegador, explorador português e primeiro capitão-governador de Angola, que faleceu na região em 1589, na sequência de doençascontraídasdurante as expedições militares e explorações no interior. Foi sepultado na mesma região.
* IGREJA DA NOSSA SENHORA DA VITÓRIA: Um dos monumentos religiosos mais antigos da área. Um marco religioso adjacente à Fortaleça.
* MARGEM DO RIO CUANZA: Os técnicos, investigadores e historiadores analisaram o valor estratégico do corredor geográfico do Rio Cuanza, que foi a principal via de penetração colonial para o comércio, tráfico de escravizados e posterior fixação de populações.
As actividades de campo serviram para cruzar os registos históricos e documentais salvaguardados pelo ANA com os vestígios materiais e a tradição oral locais. O património arqueológico e monumentos de Massangano é considerado crucial pelas autoridades angolanas para compreender a história da repressão e resistência anti-colonial.
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ARQUIVO NACIONAL DE ANGOLA ENCERRA JORNADAS COMEMORATIVAS DO DIA INTERNACIONAL DOS ARQUIVOS